TERÇA A DOMINGO
10H // 13H — 14H // 18H
ENCERRA SEGUNDA
ENTRADA GERAL: 2€
Terça-Feira – Entrada Gratuita
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© AMJP . 2016  /  ficha técnica

Tratado dos Olhos

Textos: Manuel Veiga / Sara Antónia Matos / Paulo Pires do Vale / Catarina Rosendo / Ricardo Carvalho | Joana Vilhena
Páginas: 130 pgs / cores.
Preço: 10 € Atelier-Museu (PVP - 12 €)
Edição: Documenta / Atelier-Museu Júlio Pomar
Lisboa: 2014

Catálogo da exposição "Tratado dos Olhos", patente no Atelier-Museu, de 28 de Fevereiro a 28 de Setembro. Esta exposição é um (auto)retrato de Júlio Pomar: uma apresentação do seu modo próprio de olhar, que pretende dar a conhecer o universo de referência que se esconde por detrás da sua obra.

 

A exposição "Tratado dos Olhos", patente no Atelier-Museu Júlio Pomar de 28 de Fevereiro a 28 de Setembro de 2014, pretende dar a ver o universo de referências do pintor, a matéria conceptual e ideológica que se esconde por detrás da sua obra. Embora o pensamento subjacente à obra apareça por entre as materializações plásticas que a mesma adquire, nem sempre explícita, uma nova forma de arte (como uma nova forma de pensamento, como uma nova forma de vida), sobretudo uma nova forma de olhar, edifica-se através das múltiplas fontes que um autor percorre, que problematiza, em que se perde. A exposição surge da necessidade de mostrar o modo como o olhar do artista se foi enformando para devolver outras versões da história através das pinturas produzidas. Perceber o olhar do pintor, o modo como o seu pensamento plástico se edificou ao longo do tempo, exigia conhecer a sua biblioteca, os pares de que se faz acompanhar isolado ou em tertúlias, em cafés ou na companhia de livros, solitário ou nas relações que estabeleceu com as obras dos seus pares, enfim, com a história da arte.

[Sara Antónia Matos]


Júlio Pomar [Lisboa, 1926] vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. No início da sua carreira, foi um dos animadores do movimento neo-realista, desenvolvendo uma larga intervenção crítica em jornais e revistas. Tem-se dedicado especialmente à pintura, mas realizou igualmente trabalhos de desenho, gravura, escultura e assemblage, ilustração, cerâmica e vidro, tapeçaria, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo. Foram-lhe atribuídos vários prémios, nomeadamente o Prémio de Gravura (ex aequo) na sua I Exposição de Artes Plásticas, em 1957, o 1.º Prémio de Pintura (ex aequo) na II Exposição de Artes Plásticas, em 1961, o Prémio Montaigne em 1993, o Prémio AICA-SEC em 1995, o Prémio Celpa / Vieira da Silva, em 2000, e em 2003 o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. Além de diversos textos publicados em revistas e catálogos, sobre outros artistas e sobre a sua própria obra, Pomar é autor de livros de ensaios sobre pintura.

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