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Exposições // PRESENTE

 

Exposição:
Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis
Das pequenas coisas

Artistas:
Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis

Curadoria:
Sara Antónia Matos

02 de Junho a 08 de Outubro de 2017

Inauguração: 
01 de Junho de 2017, quinta-feira, às 18:00h

 

A exposição Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis: Das pequenas coisas, com curadoria de Sara Antónia Matos, dá seguimento ao programa de exposições do Atelier-Museu que, todos os anos, procura cruzar a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade.  

A exposição é pensada, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu, onde Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis, através de objectos, esculturas e assemblages, exploram composições em materiais variados revelando a intensidade nos e dos pequenos gestos.
Trata-se de usar pedaços ou fragmentos de materiais, quase sem intervenção dos artistas, como se as matérias-primas fossem apropriados pelos autores devido às associações que potenciam, e combinadas entre si, como manchas ou planos de tinta, sem necessidade de modelação ou recurso a outro processo de trabalho escultórico.

Pedro Cabrita Reis mostra uma série de esculturas e objectos feitos com materiais de várias proveniências, nomeadamente materiais encontrados na rua e na praia. Curiosamente, foi também na praia, durante um período de quatro meses de férias e trabalho no Algarve, no Verão de 1967, em Manta Rota, que Júlio Pomar começou a produzir assemblages de objectos e materiais aí encontrados, corroídos e desgastados pelo sal, pelo sol, pelo tempo...
Com mais ou menos incidência, as assemblages ou construções viriam a pontuar o percurso destes dois artistas umas vezes adquirindo grandes dimensões, outras vezes pequena dimensão, mas carregando sempre uma medida de estranheza e, por vezes, de ironia desconcertantes, comum aos dois autores. No seu conjunto, através das obras dos dois artistas, a exposição revela a matéria e a extensão da biografia interior, das coisas íntimas, dos pequenos acontecimentos na arte e na vida, tornando patente que a força das obras não depende do tamanho, mas da intenção de cada gesto e de cada olhar.

A acompanhar cada uma destas exposições, teremos a edição de uma entrevista com cada um dos artistas convidados, realizada ao longo de um extenso período, permitindo compreender, através da voz própria de cada autor, as motivações e fundamentos inerentes às suas obras. O livro com a entrevista realizada a Pedro Cabrita Reis, bem como o catálogo da exposição, com as imagens das obras instaladas no espaço, será lançado durante o decorrer da exposição, em data a anunciar.

 

Sobre Pedro Cabrita Reis:
Formou-se na ESBAL e começou a sua carreira como pintor expondo regularmente desde o início da década de 80. Durante o seu trajecto nunca abandonou a prática da pintura, nomeadamente a interrogação da tradição da pintura abstracta geométrica que, nos últimos anos, tem revisitado em grandes instalações de pinturas-objectos, que convocam várias linhas de trabalho recorrentes no seu percurso. Também manteve uma prática assídua do desenho, quase sempre figurativo, com destaque para as séries de auto-retratos. Foi, no entanto, através da escultura e instalação que Cabrita Reis encontrou, no início dos anos 90, a plena consagração nacional e o amplo reconhecimento internacional, expresso na participação em exposições como Metropolis (Berlim, 1991), Documenta IX (Kassel, 1992), Bienal de São Paulo 1994 ou Bienal de Veneza 1997 e, de novo, em 2003. Em 2006, ocupou todo o espaço central do piso 0 do CAMJAP com a grande instalação Fundação e, nos últimos anos tem exposto um pouco por tudo o mundo, nos museus e espaços mais significativos da arte contemporânea.

 

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