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© AMJP . 2016  /  ficha técnica
Exposições // PRESENTE

Exposição:
VOID: Júlio Pomar e Julião Sarmento

Artistas:
Júlio Pomar & Julião Sarmento

Curadoria:
Sara Antónia Matos

27 de Outubro de 2016 a 12 de Março de 2017

Inauguração: 
27 de Outubro de 2016, quinta-feira, às 18:30h

 

A exposição VOID: Júlio Pomar e Julião Sarmento dá seguimento a um programa de exposições do Atelier-Museu que, todos os anos, procura cruzar a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade.  

Deste modo, esta exposição é pensada, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu, onde Júlio Pomar e Julião Sarmento, através de pinturas e desenhos, exploram o conceito de “Void”, tendo sido o artista convidado a desenhar a imagem gráfica da exposição.

“Void” pode ser entendido como um espaço vazio; algo que desaparece no vazio; que é vivido como perda ou privação; uma lacuna ou abertura; uma vaga ou um vácuo…

Julião Sarmento mostra uma série de obras sobre tela e sobre papel, com várias referências literárias, sem qualquer figuração. Júlio Pomar mostra-nos pinturas e desenhos, realizadas na década de 1960, sobre o Metro de Paris, e desenhos de diferentes elementos naturais. 

No decurso da exposição publicar-se-á um catálogo [com edição do Atelier-Museu Júlio Pomar/ Documenta] com ensaios e imagens das obras instaladas no espaço.

A acompanhar cada uma destas exposições, teremos a edição de uma entrevista com cada um dos artistas convidados, realizada ao longo de um extenso período de tempo, permitindo compreender, através da voz própria de cada autor, as motivações e fundamentos inerentes às suas obras.

Julião Sarmento é um dos artistas portugueses com maior projecção internacional, tendo, desde a década de 1970, constituído um percurso singular em torno da representação da figura humana no âmbito de um território ambíguo, geralmente associado ao desejo, à violência, à compulsividade e à sexualidade, utilizando e combinando diferentes suportes como a fotografia, o vídeo, a instalação, a pintura e a gravura. Depois de uma estadia em Londres (1964-1965), o trajecto de Julião Sarmento inicia-se com a frequência do curso de Arquitectura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL), entre 1967 e 1974, que não chega a terminar.

Julião Sarmento realiza a sua primeira exposição individual em 1976, na Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), e em 1983 é um dos artistas participantes na fracturante exposição colectiva Depois do Modernismo, também na SNBA. Em 1997 representa Portugal na 47ª Bienal de Veneza. Do seu percurso destacamos, ainda, a participação nos grandes eventos da arte contemporânea: as Documenta 7, de 1982, e 8, de 1987, a XI Bienal de Paris, de 1980, a 49ª Bienal de Veneza, em 2001, a 25ª Bienal de S. Paulo, em 2002, entre outros projectos que lhe permitiram uma grande visibilidade internacional. Igualmente importantes, são as colaborações com Atom Egoyan, na 48ª Bienal de Veneza, em 2001, e com John Baldessari e Lawrence Weiner num filme realizado em 2004.

Amplamente reflectido pela crítica dos últimos trinta anos – Germano Celant, Alexandre Melo, Nancy Spector, Delfim Sardo, Hubertus Gabner, James Lingwood, Adrian Searle, Louise Neri, entre outros –, Julião Sarmento tem mostrado a sua obra em importantes instituições nacionais e internacionais: Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação de Serralves, Museo de Bellas Artes de Málaga, Fundação Luís Cernuda, em Sevilha, IVAM, em Valencía, Guggenheim, em Nova Iorque, e Van Abbemusem, Witte de With e Stedelijk Museum, na Holanda.

 

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